Segredos revelados

Segredos revelados
Ah ! Vida ! Que luta para mantê-la ! Porque ? Qual seu significado ? Que angústia ! Desespero ! Assim foram meus primeiros e longos dias de convivência, com o pardal da cumeeira e o meu pedaço de céu.
Aparentemente devo estar no segundo andar do prédio em que estou vivendo. Porque, a cumeeira daquele velho sobrado é, na verdade, a única edificaçáo que posso deslumbrar daqui. Nesse pequeno mundo em que estou vivendo. Aliás, esse mundo é debruado pelo parapeito e os batentes da única janela, do cômodo. Mas, não é só isso, diante de mim, desfilam ainda o pardal da cumeeira, seus companheiros e adversários, sua companheira, todos sobre um fundo de céu que apresenta, constantes e irregulares, figuraçóes com diferentes matizes de azul, cinza e branco. A luz do sol também é variável em sua intensidade, mas em certos dias, essa tela da natureza se cobre de manchas sombrias, irregulares e de rápidos movimentos, acompanhados, pelo espocar de trovóes, que sucedem aos raios de luz prateada. Há. também noites de luar, mas até hoje, não consegui ver a sua rainha. Deve estar a caminhar noutros céus.
Condorcet até o final de sua vida, dedicou o seu tempo para oferecer o melhor de si mesmo com intensidade e felicidade. A profundidade de sua existência, sua sabedoria, sua força, e o rigor , marcarão para sempre nossas vidas. A maestria de suas palavras, tornam seus contos de rara beleza, nos convidando a rememorar nossos tempos inocentes, e os magicos tempos que purificam nossas almas.
Condorcet é um grande escritor e poeta e nós estamos felizes em editá-lo. A criança sonhou, o adulto viveu, e o Mestre nos enriqueceu de sua grandiosa arte e de sua linda alma. Só existe um Amor , o amor dos vivos e dos mortos ! O tempo jamais apagará o nosso bem amado Condorcet dos nossos coraçóes. Através desse livro Segredos Revelados que foi editado com amor, desejo fazer as mais bela homenagem.
Eu escrevo porque sei, porque cada dia eu acordo... em vida. Ser escritor é ter a capacidade de se dar plenamente sem traumas ou medo de expor simplesmente a verdade. « Ah ! Vida ! Que luta para mantê-la ! »